Evento reconhecido por ser o “Oscar do Jornalismo Brasileiro”, o Prêmio Comunique-se 2016 foi realizado na noite de terça-feira, 27, em São Paulo. Em sua 14ª edição, o evento contemplou 26 nomes da imprensa do país que se destacaram ao longo dos últimos meses. Justamente por prestigiar os principais profissionais da nossa comunicação, o evento contou com frases marcantes, rendendo aplausos e emoção por parte do público. Mensagens em apoio à valorização do bom jornalismo, menções a colegas que foram agredidos (e mortos) em pleno exercício da profissão, afirmações de que o Prêmio deveria ser compartilhado com mais gente e avisos de novos trabalhos estão entre as declarações de destaques.

Confira as frases que chamaram a atenção na noite de gala da imprensa:

VALORIZAÇÃO DO BOM JORNALISMO

“As três missões do Prêmio Comunique-se são: estimular, inspirar e mostrar a importância do jornalismo”
(Rodrigo Azevedo, CEO do Grupo Comunique-se, ao explicar a razão de existir do “Oscar do Jornalismo Brasileiro”)

“Sem liberdade não há jornalismo e nem publicidade”
(José Roberto Whitaker Penteado, diretor-presidente da ESPM, ao entregar anunciar os vencedores da categoria “Comunicação”, que prestigia jornalistas que cobrem propaganda e marketing)

“Por mais que venham recursos tecnológicos, os bons contadores de histórias sempre terão espaço”
(Roberto Cabrini, apresentador do ‘Conexão Repórter’ e do Prêmio Comunique-se 2016, analisando que, apesar de crises, o mercado sempre dará vez a bons jornalistas)

“Sempre que existir corações, nós, jornalistas, estaremos presentes”
(Glória Maria, repórter especial da TV Globo e apresentadora do Prêmio Comunique-se 2016, reforçando que os colegas têm a missão de emocionar o público)

“A gente escreve longas matérias. Fico feliz que isso seja reconhecido em tempos de crise”
(Malu Gaspar, repórter da revista piauí e vencedora da categoria “Repórter – Mídia Escrita”, reconhecida por seus trabalhos de fôlego)

AOS COLEGAS AGREDIDOS E ASSASSINADOS

Malu Gaspar

“Queria dedicar o prêmio aos jornalistas que sangraram. Sangraram por causa de agressões de policiais e manifestantes”
(Leonardo Sakamoto, vencedor da categoria “Blog”, relembrando que mais e mais colegas saem para cobrir pautas e voltam para as redações feridos)

 

“Há dois anos, o Santiago Andrade foi atacado por um bando de canalhas, fascistas, que perseguem jornalistas que estão nas ruas trabalhando”
(Heraldo Pereira, vencedor em “Nacional – Mídia Falada”, ao relembrar o caso do cinegrafista da Band que morreu após ser atingido na cabeça por um rojão disparado por manifestantes)

EMOÇÃO COM OS DESTAQUES DO EVENTO

“Não existe mestre nessa profissão. Quem pensa que é mestre para de aprender”
(Míriam Leitão, ao receber o troféu como a melhor jornalista de “Economia – Mídia Falada” do país, o que a credenciou a entrar para a galeria de “Mestres do Jornalismo” da premiação)

“Muito obrigado. Obrigado pelos companheiros que vocês são. Se o que vale é competir, eu competi durante esses últimos 13 anos. Essa homenagem já valeu mais do que qualquer prêmio que eu poderia ter vencido”
(Silvio Luiz, o “Grande Homenageado” da vez, relembrando que há mais de uma década figura entre os três melhores locutores esportivos do Brasil)

“Eu nem sei o que dizer... Vocês devem estar cansados da minha voz. Até eu estou. Fiquei muito comovido, quase chorei. Eu me sinto tão orgulhoso que nem sei que palavras dizer a não ser: um beijo no coração de vocês”
(Cid Moreira, voz do Prêmio Comunique-se há anos, ao receber o título de “Mestre do Jornalismo – Conjunto da Obra”)

PRÊMIO COMPARTILHADO 

“Esse prêmio é para a redação do ‘Metrópolis’. Somos um dos únicos programas que falam de cultura todo dia na TV aberta”
(Adriana Couto, ganhadora da categoria “Cultura – Mídia Falada”, prestigiando todos os colegas que a ajudam a colocar o programa da TV Cultura de São Paulo no ar)

“Esse prêmio é nosso, Lauro e Ancelmo. Esse é um prêmio do jornalista que acorda cedo atrás da notícia”
(Gerson Camarotti, 1º colocado em “Colunista de Notícia”, dedicando a conquista à dupla de O Globo que o acompanhou na final: Lauro Jardim e Ancelmo Gois)

“Quero mandar um salve para toda a equipe do ‘Profissão Repórter’. Quero mandar um salve, também, para as pessoas anônimas que fazem parte do meu trabalho, que abrem as portas de suas casas”
(Caco Barcellos, compartilhando seu troféu com o time do programa global e com as fontes que permitem que ele conte histórias)

“Queria agradecer a melhor assistente de câmera da minha carreira, a Sônia Bridi, minha companheira em tudo”
(Paulo Zero, melhor “Repórter de Imagem” do ano, aproveitando a vitória para se declarar à mulher e colega de TV Globo, Sônia Bridi)

“Queria compartilhar esse prêmio com Eduardo Barão e Tatiana Vasconcellos. Sem eles, a BandNews FM não conseguiria alcançar tudo que alcançou”
(Ricardo Boechat, vencedor em “Âncora de Rádio”, sem poupar elogios aos dois amigos com quem trabalha na emissora radiofônica – e que também chegaram à final)

ALEGRIA E NOVOS TRABALHOS

“Amo muito o esporte, que é encantador e serve de exemplo. Por isso que falo do tema há mais de 20 anos. E agora dizem que serei narradora”
(Glenda Kozlowski, vencedora em “Esporte – Mídia Falada”, reforçando que deve focar seu trabalho na TV Globo como narradora)

“Momento de felicidade. Vencer o Prêmio Comunique-se e ainda conseguir trazer o Rolando Boldrin para a festa. Honra de escrever o livro que contará a carreira dele”
(Willian Corrêa, ganhador em “Executivo de Veículo de Comunicação”, informando que, além de cuidar do jornalismo da TV Cultura, está trabalhando na obra que vai valorizar os feitos de Boldrin, o “Senhor Brasil”)

OUTROS DESTAQUES

“Se não fosse o empreendedorismo, não estaríamos aqui hoje”
(Rodrigo Azevedo, CEO do Grupo Comunique-se, destacando que a premiação só existe porque alguém teve uma ideia empreendedora)

“Primeiramente... Queria agradecer pelos colegas que votaram em mim”
(Leonardo Sakamoto, o vencedor em “Blog”, fazendo com que parte da plateia presente no Tom Brasil soltasse o “fora Temer”)

“Essa história de rock é comigo mesmo. Já viajei o mundo atrás de bandas para fazer matérias”
(Arthur Veríssimo, o jornalista do ano em “Cultura – Mídia Escrita”, relembrando que o tema da vez tem relação direta com o seu trabalho)

“Se não for para a rua, não tem notícia. Se não tem notícia, não tem opinião”
(Míriam Leitão, que também venceu como “Colunista de Opinião”, destacando que para analisar é preciso estar a par dos fatos)

“Já enfrentei demissões em jornais e revistas do Brasil. Já enfrentei alta e baixa do dólar. Eu me considero um pequeno-grande jornalista, um homem de conexões. Um garoto pan-americano que vai de norte a sul”
(Caio Blinder, grande ganhador em “Correspondente Brasileiro no Exterior – Mídia Escrita”, contando que já teve que superar diversos desafios “punks” na profissão)

“Que possamos renovar sem medo nossa esperança para o futuro”
(Ilze Scamparini, vencedora em “Correspondente Brasileiro no Exterior – Mídia Falada”, em vídeo gravado diretamente da Itália, sua base de trabalho há mais de uma década)